Sobrados e mucambos – Gilberto Freyre

download (1)Depois de analisar, em ‘Casa-grande & senzala’, a formação da família e da sociedade brasileira, Gilberto Freyre expõe em ‘Sobrados e mucambos’, toda a decadência do patriarcado rural entre os séculos XVIII e XIX que, enfraquecida com o declínio da escravidão e pressionada pelas forças da modernidade vindas do exterior, perde espaço, prestígio e poder. A aristocracia se vê obrigada a trocar as casas-grandes por sobrados urbanos, enquanto seus ex-escravos se alojam em casas de pau-a-pique nos bairros pobres da cidade.

FREYRE, Gilberto. Sobrados e Mucambos

D.Pedro I – Um Herói sem nenhum caráter – Isabel Lustosa

d-pedro-i-um-heroi-sem-nenhum-carater-col-perfis-brasileiros-isabel-lustosa-8535908072_300x300-PU6e7b8d17_1Em 7 de abril de 1831, após uma série de acontecimentos que o tinham levado a abdicar da Coroa brasileira, d. Pedro I era obrigado a deixar o Brasil. Ao longo da semana em que seu navio permaneceu no porto, ele se dedicou a cuidar de negócios, recebendo a bordo para essas operações corretores e comerciantes de má fama na corte, tratando pessoalmente com eles.
Causou espécie entre a oficialidade do Warspite, navio inglês que o acolhera, a avidez minuciosa com que o ex-imperador realizava transações, contas, avaliações, venda de títulos, venda de imóveis e até dos objetos mais banais, como selins e arreios de cavalos, mobílias,carruagens, roupas, quadros, louças e pratarias. Cuidava ele mesmo da contabilidade,arrolando tudo em inumeráveis folhas de papel nas quais se alinhavam parcelas e cálculos com o valor de todos os seus bens. Talvez por desconfiança, acompanhou pessoalmente o embarque de sua bagagem e andava pelos corredores do navio abraçado à caixa de um faqueiro
de prata que pretendia vender quando chegasse à Europa.

Isabel Lustosa – D. Pedro I – Um Heroi Sem Nenhum Carater

O Brasil não é longe daqui – Flora Sussekind

10186_gUma figura se delineia neste O Brasil não é longe daqui: a do narrador de ficção na literatura brasileira, surpreendido em movimento, durante seu processo de formação histórica, a partir das décadas de 1830 e 1840, nas seções de variedades e nos folhetins dos periódicos da época. Em meio a charadas, textos de divulgação científica, estampas de plantas e animais, pequenas biografias e casos curiosos, tal figura é enfocada sobretudo em diálogo com uma forma literária, o relato de viagem, e sua contraparte pictórica, as pranchas de desenhistas em trânsito, ambas mediadoras fundamentais da territorialização paisagística da imagem do Brasil e da figuração de um narrador-viajante que, mutante – ora cartógrafo, ora historiador, ora cronista -, daria as cartas na nossa prosa de ficção romântica.

Flora Sussekind – O Brasil Não É Longe Daqui

O Brasil Imperial – Jurandir Malerba

o brasil imperialA História do Brasil imperial traz as marcas dos grandes
embates históricos vividos pelo Ocidente no século XIX. Sofreu
diretamente os efeitos das revoluções burguesas que exilaram a
família real no Rio de Janeiro em 1808, definindo aí os rumos da
emancipação política da Colônia portuguesa na América. A
proclamação formal da Independência pelo príncipe D. Pedro em
1822 e sua Abdicação em 1831, quando já Imperador do Brasil,
são os dois outros momentos políticos culminantes desse início
de século conturbado. Tudo isso é a matéria do capítulo I.

JURANDIR MALERBA – O Brasil Imperial

Formação Econômica do Brasil – Celso Furtado

Capa formação Econômica do brasil   A tese de doutoramento sobre a economia colonial, defendida na Sorbonne em 1948, e o primeiro ensaio sobre a economia brasileira contemporânea, escrito no anos seguinte, são o ponto de partida do livro mais conhecido de Celso Furtado, publicado em 1959: ‘Formação Econômica do Brasil’. Quando o escreveu, na Inglaterra, Furtado imaginava explicar o Brasil para estrangeiros. Acabou explicando para os brasileiros. O livro apoia-se numa visão derivada tanto da história como da economia.

Formação econômica do Brasil – Celso Furtado PDF