Gênero e Ciências Humanas – Neuma Aguiar

A pesquisa associada ao ensino, que em nível de graduação teria reduzido a propensão para a militância política estudantil, é hipótese comum enunciada em alguns departamentos de Ciências Humanas no Brasil. Do mesmo modo, analisa-se a relação existente entre pesquisa e estudos universitários de mulheres, quando se discute a melhor maneira de observar o lugar das mulheres nas Ciências Humanas, se por intermédio da pesquisa, do ensino, ou de ambos. A pesquisa reduziria o inte- resse político de estudantes na militância feminista?

Aguiar, 1997

Epistemologia feminista, Gênero e História – Margareth Rago

Nos anos oitenta, Michelle Perrot se perguntava se era possível uma história das mulheres, num trabalho que se tornou bastante conhecido, no qual expunha os inúmeros problemas decorrentes do privilegiamento de um outro sujeito universal: a mulher. Argumentava que muito se perdia nessa historiografia que, afinal, não dava conta de pensar dinamicamente as relações sexuais e sociais, já que as mulheres não vivem isoladas em ilhas, mas interagem continuamente com os homens, quer os consideremos na figura de maridos, pais ou irmãos, quer enquanto profissionais com os quais convivemos no cotidiano, como os colegas de trabalho, os médicos, dentistas, padeiros ou carteiros.

Rago, 1998

História e Memória – Jacques Le Goff

 Nesta brilhante meditação sobre concepções de história, Jacques Le Goff, que marcou a historiografia contemporânea com as suas ideias e com as suas obras, explica o trabalho do historiador segundo as relações entre esses utensílios da reflexão histórica que são a memória e as oposições passado/presente, antigo/moderno, progresso/reacção, numa perspectiva que é simultaneamente uma história da história e das teorias da história e um ensaio de metodologia histórica através de alguns conceitos chave. É uma busca das continuidades e das similitudes na evolução do espírito histórico, da Antiguidade aos nossos dias, no conjunto das civilizações, incluindo aquelas das sociedades que resultaram mais da etnologia do que da história, mas também das mutações e das rupturas que constituíram tantas modernidades sucessivas. É também uma obra empenhada onde Jacques Le Goff quis ajudar os historiadores e o público a melhor compreenderem o trabalho histórico, a melhor pensar a história, a melhor «fazera história».

LE GOFF, Jacques. Memória e História.

A História – François Dosse

A história Esta obra do historiador francês François Dosse propõe aos filósofos e aos historiadores trocar reflexões sobre noções e conceitos em uso no pensamento e na escrita da história: a verdade, a causalidade, a narração, o tempo, a finalidade, a memória. Dosse revisita o passado da disciplina histórica para melhor compreender o seu sentido, por meio de uma dupla interrogação: uma, historiográfica, da prática dos próprios historiadores e outra, especulativa, da tradição filosófica da reflexão sobre a história. O livro, ao contrário de outras obras sobre a tradição historiográfica, está organizado por capítulos temáticos e não por ordem cronológica, ainda que tenham sido examinados os trabalhos dos historiadores desde a Antiguidade grega até a conjuntura histórica atual. Além deste “A História”, a EDUSC já lançou os seguintes títulos de Dosse no Brasil: “A História em migalhas”, segunda edição com prefácio especialmente preparado pelo autor, “O império dos sentidos”, em primeira edição mundial, e prepara a reedição de “História do Estruturalismo”, obra em dois volumes, cuja primeira edição brasileira se esgotou há muito anos.

DOSSE, François. A História.

Tempo e Narrativa (Volumes 1,2 e 3) – Paul Ricoeur

Capa Tempo e Narrativa P. Ricoeur   Esta postagem reúne três volumes – O Volume 1 a tese fundamental, fundadora do empreendimento, a narrativa que torna acessível a experiência humana do tempo. O Volume 2 põe a prova a teoria da narratividade exposta no primeiro volume, não mais no âmbito da narrativa histórica, mas, dessa vez, no âmbito da narrativa de ficção. O Volume 3 demonstra mais particularmente que a fenomenologia, ao se aprofundar, de santo Agostinho a Heidegger, culmina, em contraposição à cosmologia, com uma incontornável Aporética do tempo. A segunda seção mostra que a Poética da narrativa pode responder a esses impasses do pensamento mobilizando, pela leitura, os recursos entrecruzados da história e da ficção.

RICOEUR, P. Tempo e Narrativa, tomo I / RICOEUR, P. Tempo e Narrativa, tomo II / RICOEUR, P. Tempo e Narrativa, tomo III

As Grandes Obras Políticas de Maquiavel a Nossos Dias – Jean-Jacques Chevalier

Capa As Grandes Obras Políticas de Maquiavel a Nossos DiasLeitura indispensável a todos que se interessam por problemas políticos, jurídicos, pela filosofia da história, origem e sentido da luta ideológica atual. Obra completa, abrangendo todas as publicações fundamentais sobre o tema, iniciando pelo século XVI com Maquiavel e chegando aos pensadores do fascismo e do bolchevismo.

CHEVALIER, J. As grandes obras políticas de Maquiavel a nossos dias.

Ser e Tempo – Martin Heidegger (Parte I e II)

Capa certa Ser e Tempo Heidegger   Este é um clássico do filósofo alemão Martin Heidegger, que continua sendo fundamental para aquele indivíduo que pretende conhecer e entender o ser humano de forma integral. A longa trajetória mental deste autor rendeu uma valiosa contribuição intelectual para a humanidade. ‘Ser e tempo’ ultrapassa em muito uma simples obra de filosofia

HEIDEGGER, Martin. Ser e Tempo (Parte I) HEIDEGGER, Martin. Ser e Tempo (Parte II)