Manual para uso não sexista da linguagem

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Uma das formas mais sutis de transmitir a discriminação entre mulheres e homens é através da língua, pois esta nada mais é que o reflexo de valores, do pensamento, da sociedade que a cria e utiliza. Nada do que dizemos em cada momento de nossa vida é neutro: todas as palavras têm uma leitura de gênero. Assim, a língua não só reflete, mas também transmite e reforça os estereótipos e papéis considerados adequados para mulheres e homens em uma sociedade. Por isso, a única forma de mudar uma linguagem sexista, excludente e discriminatória, é explicar qual a base ideológica em que ela se sustenta, assim como oferecer alternativas concretas e viáveis de mudança.

Coordenação do Projeto: Julia Pérez Cervera Autoras: Paki Venegas Franco e Julia Pérez Cervera Revisão de estilo: Enrique Manzo Mendoza Ilustrações: Xiráldez

Versão em português: Beatriz Cannabrava

O original terminou-se de imprimir em dezembro de 2006, nas oficinas de Aliusprint S.A. de C.V. Esta nova impressão foi realizada por PROTECA

Esta terceira impressão foi realizada com fundos do UNIFEM

A edição em português foi realizada com o apoio da REPEM (Rede de Educação Popular entre Mulheres da América Latina) para ser distribuída por Internet para o Brasil e países africanos de língua portuguesa.

Manual para uso não sexista da linguagem

Gênero e Ciências Humanas – Neuma Aguiar

A pesquisa associada ao ensino, que em nível de graduação teria reduzido a propensão para a militância política estudantil, é hipótese comum enunciada em alguns departamentos de Ciências Humanas no Brasil. Do mesmo modo, analisa-se a relação existente entre pesquisa e estudos universitários de mulheres, quando se discute a melhor maneira de observar o lugar das mulheres nas Ciências Humanas, se por intermédio da pesquisa, do ensino, ou de ambos. A pesquisa reduziria o inte- resse político de estudantes na militância feminista?

Aguiar, 1997

Gênero, Feminismo e Ditaduras no Cone Sul

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As narrativas sobre os “anos de chumbo” ou os “tempos de ditadura”, nos países do Cone sul: argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai têm sido bastante freqüentes. nos livros, escritos em forma de depoimentos ou coletâneas em sua maioria, são narradas as prisões, as torturas, os exílios, os atos de exceção promovidos pelos governos militares, as organizações armadas, os movimentos de resistência e de direitos humanos. De outro lado também a historiografia tem focalizado ultimamente os movimentos de mulheres e feministas, tanto aqueles chamados de Primeira onda, como os da segunda onda. o que este livro traz como novidade é justamente juntar estas duas questões: gênero e feminismo com ditaduras e todas as suas conseqüências e desdobramentos.

Organizado por Joana Maria Pedro e Cristina SCheibe Wolff.

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O Mito da Beleza – Naomi Wolf

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Em ‘O mito da beleza’, Naomi Wolf enfrenta o que ela acredita ser a única trincheira ainda por derrubar para que a mulher possa obter sua igualdade em todos os campos. Para mostrar como a indústria da beleza e o culto à bela fêmea manipulam imagens que minam a resistência psicológica e material femininas, reduzindo as conquistas de 20 anos de lutas a ilusões, Naomi escreveu um livro com dados estatísticos.

O Mito da Beleza

O Feminismo mudou a ciência? – Londa Schienbinger

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Porque tão pequeno numero de mulheres se profissionalizam e alcançam sucesso nas Ciências? Qual o impacto cultural das questões de gênero sobre a produção do conhecimento científico, seus pressupostos teóricos, paradigmas e tópicos de pesquisa? Qual o lugar das mulheres na Ciência e na academia? As mulheres elaboram o saber científico de maneira diferente da dos homens? Em suma, há uma forma “feminina” de fazer ciência em oposição ao masculino competitivo e reducionista? Foi pensando nestes questionamentos cruciais para nosso momento histórico que a professora de História da Ciência na Pennsylvania State University, Londa Schienbinger escreveu o livro O Feminismo Mudou a Ciência?

Schienbinger, 2001

Epistemologia feminista, Gênero e História – Margareth Rago

Nos anos oitenta, Michelle Perrot se perguntava se era possível uma história das mulheres, num trabalho que se tornou bastante conhecido, no qual expunha os inúmeros problemas decorrentes do privilegiamento de um outro sujeito universal: a mulher. Argumentava que muito se perdia nessa historiografia que, afinal, não dava conta de pensar dinamicamente as relações sexuais e sociais, já que as mulheres não vivem isoladas em ilhas, mas interagem continuamente com os homens, quer os consideremos na figura de maridos, pais ou irmãos, quer enquanto profissionais com os quais convivemos no cotidiano, como os colegas de trabalho, os médicos, dentistas, padeiros ou carteiros.

Rago, 1998